Dilson Jatahy: "Excesso de verba e preocupação com o dinheiro cria confusão e desvia o foco dos compromissos constitucionais. Estamos em uma condição financeira muito melhor do que a recebemos” (Foto: DT)

Nossa visão é que uma entidade como a ABIH não precisa de dinheiro, mas sim de credibilidade para conquistar representatividade

REDAÇÃO DO DIÁRIO –

No evento de comemoração dos 81 anos da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), realizado em Goiânia, recentemente, o DIÁRIO conversou com o presidente da entidade, Dilson Jatahy Fonseca. Hoteleiro por vocação e profissão, empresário e dono de três empreendimentos na Bahia, Dilson transmitiu uma ideia de dever cumprido em seu mandato (2016-2017).  “Realmente, me sinto realizado e com a missão cumprida. Deixamos um marco na gestão, com determinação e mostrando que a entidade pode marcar mais seu espaço no Brasil como representação maior do setor que mais investe e incentiva o turismo”, disse ao DIÁRIO. Dilson adianta ao DT que vai tirar alguns dias sabáticos ao entregar o cargo dia 31 de dezembro para depois voltar a trabalhar, cuidar das suas empresas das quais se afastou nesses últimos dois anos.  Dia 1º de janeiro a nova diretoria da ABIH Nacional assume, tendo Manoel Cardoso Linhares e Luciano de Castro Carneiro como presidente e vice-presidente, respectivamente.

DIÁRIO – Como o senhor deixará as finanças da entidade?

DILSON JATAHY – Com muito trabalho, consegui deixá-las “no azul”, e isso para mim é mais do que uma obrigação. Eu recebi a entidade numa situação adversa a qual nós estamos deixando-a agora, o que eu acho que é o dever de todo gestor, seja público ou privado. Nossa visão é que uma entidade não precisa de dinheiro, mas sim de credibilidade para conquistar representatividade. A quantia financeira que devemos ter é a mínima para cumprir com nossas obrigações. Excesso de valores e ativos só criam confusão e o interesse de pessoas que não se importam com a instituição. De um modo geral, então, me sinto realizado nesse ponto, pois deixamos a instituição em uma situação mais confortável. Foi um prazer ter essa oportunidade.

DIÁRIO – Qual foi o número de associados adicionados em meio a sua gestão?

DILSON JATAHY – Deixo hoje a ABIH com um número de associados um pouco acima do que recebemos. Temos hoje mais de 4 mil associados distribuídos por todo os Estados Federativos.  Nossa prioridade não era apenas numérica, mas sim aumentar o respeito da entidade no cenário nacional, isso tem gerado um entendimento do associado da importância da ABIH.

Essa questão da normatização das plataformas digitais foi uma das nossas maiores bandeiras. Não queremos privilégios, apenas respeito para ter condições de concorrer no mercado de forma justa

DIÁRIO – O associado percebe as batalhas jurídicas da associação?

DILSON JATAHY – Sim, aos poucos. Queremos que o associado se sinta inserido dentro desse conceito. Tivemos brigas homéricas que nos deixaram com muita credibilidade, como por exemplo as OTA’s quando quiseram subir as taxas de comissionamento sem nenhuma tratativa conosco, no ano passado; alguns embates com órgãos públicos que tentaram fazer convênios com plataformas informais que não pagam os impostos brasileiros; uma grande luta pela Cade e o excesso de carga tributária que é um pleito vigente.

Nós olhamos a entidade como objeto de defesa das outras empresas e do próprio segmento. Essa questão da normatização das plataformas digitais foi uma das nossas maiores bandeiras. Não queremos privilégios, apenas respeito para ter condições de concorrer no mercado, de uma forma geral, no mercado nacional e internacional.

DIÁRIO – O que você pretende fazer no seu período de recesso?

DILSON JATAHY – Vou tirar alguns dias sabáticos para depois voltar a trabalhar, cuidar das minhas empresas as quais me afastei nesses últimos dois anos; cuidar da minha família e da vida pessoal; refletir sobre qual será meu próximo passo, pois sou muito realizado tanto na vida pessoal quanto profissional. Fiz uma gestão proativa. Vou em busca de novos desafios, mas sempre na iniciativa privada, exclusivamente, acreditando numa melhora à curto prazo do Brasil, intensificando os negócios e voltando para empreender.

Temos três hotéis e planos de ampliação nesse setor.  Nós acreditamos num Brasil melhor, e isso passa pela valorização de um turismo melhor para voltarmos a empreender e gerar empregos.

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